Entre 60 mil e 400 mil pessoas já morreram desde o início da guerra civil no Sudão, e entre 12 e 14 milhões foram deslocadas. O conflito entre o exército e forças rebeldes agrava a fome e o colapso econômico, atingindo especialmente civis.
Mais de 160 igrejas foram danificadas, saqueadas ou transformadas em quartéis e armazéns de armas. Em Cartum, combatentes do RSF invadiram a Igreja dos Mártires durante uma oração e atacaram fiéis. Um diácono relatou agressões, saque e tentativas de sequestro de órfãos.
A Portas Abertas aponta que cristãos enfrentam perseguição em ritmo crescente, com restrições legais e violência. O país ocupa o 4º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, citando aumento de ataques tanto contra igrejas quanto contra crentes em áreas urbanas.
Segundo a Portas Abertas, a crise tem raízes no golpe de 2021 e na guerra civil iniciada em 2023, que reforçou políticas de “moralidade” e leis religiosas. Milícias de ambos os lados atuam, dificultando a proteção de comunidades religiosas.
Relatos de violência, fechamento forçado de igrejas e prisões de líderes religiosos também foram registrados. Converts do islamismo relatam medo constante, isolamento familiar e discriminação em várias esferas da sociedade.
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