Os protestos no Quênia contra a construção de um centro de quarentena para cidadãos expostos ao ebola resultam em três mortes, segundo a KHRC. Manifestantes se opõem ao acordo entre EUA e Quênia, que prevê uma unidade de isolamento em Laikipia, a cerca de 150 km de Nairobi.
Na capital, novos protestos ocorrem após relatos de violência policial durante as manifestações. A KHRC confirmou os registros de mortes na terça-feira e na semana anterior, citando uso de força para dissuadir os protestos.
A comunidade teme impactos à saúde pública e aos direitos civis, destacando a falta de transparência sobre o acordo com Washington. A população demanda garantias sobre segurança, transparência e funcionamento da eventual quarentena.
O governo do Quênia não confirmou detalhes do acordo, mantendo sigilo sobre condições, localização exata e operação do centro. Organizações locais pedem participação pública e avaliações independentes antes de qualquer instalação.
A embaixada dos EUA no Quênia afirmou que a unidade de bioisolamento faz parte de uma resposta regional para conter o surto. Segundo a representação, a medida não representa risco às comunidades vizinhas.
Surto de ebola
Autoridades de saúde africanas, em coordenação com organismos internacionais, atuam para conter a cepa Bundibugyo, ainda sem vacina ou tratamento. O surto é monitorado pela OMS e por parceiros regionais, com 626 casos confirmados na RDC até 8 de junho.
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