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Especialista aponta avaliação de guerra mais eficaz em Israel do que nos EUA

Avaliação: Israel atua conforme interesses eleitorais de Netanyahu, divergindo dos EUA e com grande oposição norte-americana ao conflito

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Um especialista de Harvard afirma que a avaliação da guerra é mais favorável a Israel do que aos EUA. Em entrevista ao WW nesta quinta-feira (11), ele disse que as ações militares em curso refletem prioridades internas de Israel e não apenas a conjuntura regional.

Brustolin sustenta que as ações militares israelenses respondem a interesses políticos internos, com foco na reeleição do governo de Netanyahu. A declaração ocorre em meio a pressões judiciais e políticas enfrentadas pelo premier.

Segundo o pesquisador, Israel tem eleições programadas para 27 de outubro, com possibilidade de antecipação para setembro, após aprovação parlamentar. O premiê Netanyahu enfrenta quatro acusações de corrupção e uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional.

Divergência de interesses entre Israel e EUA

Ainda conforme o especialista, há uma clara divergência entre interesses de Israel e dos Estados Unidos no conflito com o Irã. Enquanto Israel avalia a guerra de forma mais favorável, apenas 27% dos americanos apoiam o conflito, segundo levantamento citado.

O estudo também aponta que 81% dos norte-americanos são contrários à forma como Donald Trump tem conduzido a guerra. Esse hall de resultados indica um ambiente público desfavorável à continuidade do conflito.

Impasse no Líbano e situação regional

Brustolin também comentou o impasse no sul do Líbano, com Netanyahu mantendo tropas na região até que o Hezbollah se desarme. O Hezbollah, por sua vez, recusa-se a depor as armas, mesmo com pressão do governo libanês.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou recentemente que o Irã deve cessar o fornecimento de armas ao Hezbollah, sob pena de agravar o conflito interno. O pesquisador aponta que a resolução da ONU de 2006, que proíbe armas na região, continua sem cumprimento.

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