O que aconteceu: a família de uma menina britânica desaparecida na Austrália relatou à Assembleia de NSW falhas policiais que se arrastam há mais de meio século. Cheryl Grimmer sumiu em 1970, na praia de Fairy Meadow, Wollongong, após buscas sem pistas. Um suspeito foi acusado em 2017, mas o julgamento foi interrompido por confissão juvenil considerada inadmissível. A defesa nega qualquer crime.
Quem está envolvido: Ricki Nash, irmão da menina, descreveu que a família convive com as consequências da falha policial. Kevin Docherty, irmão de Kay Docherty, outra jovem desaparecida em 1979, também participou do depoimento. Os familiares afirmaram que os pais faleceram sem respostas, abertos apenas a busca por justiça.
Quando e onde: a audiência ocorreu na Nova Gales do Sul, no Canadá? Na verdade, em NSW, Austrália, durante as sessões públicas do inquérito iniciado neste mês para investigar casos de desaparecimentos longos e homicídios não solucionados. O foco incluiu casos próximos a Wollongong e Canberra.
Por que (desdobramentos e contexto): o inquérito examina ligações com o serial killer Ivan Milat, ativo entre 1989 e 1992, que vitimou ao menos sete pessoas entre 19 e 22 anos, em áreas entre Sydney e Melbourne, incluindo o Belanglo State Forest. Familiares de Keren Rowland também apresentaram relatos sobre a possível primeira vítima de Milat.
Testemunhos e casos ligados
O depoimento de Dr Andrea Hughes, tia de Rowland, apontou décadas de falhas, lideranças pobres e arrogância na condução de investigações. A criminologista forense Dr Xanthe Weston acrescentou que Milat se desligou da vida pessoal após eventos familiares, aumentando o padrão de violência. Novos depoimentos devem ocorrer nas próximas sessões.
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