Os embaixadores dos países do grupo E3 — Reino Unido, França e Alemanha — solicitaram hoje negociações diretas entre Moscou e Kiev. A reunião ocorreu no Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em Moscou. O gesto busca retomar o diálogo para encerrar o conflito.
Na manhã de hoje, o grupo E3 transmitiu aos russos as principais conclusões da cúpula britânica realizada em Londres. Os representantes reiteraram o apoio ao pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, por negociações diretas.
Os embaixadores raramente se reúnem com autoridades russas desde o início da guerra. O Kremlin descreveu a atuação dos visitantes como insuficiente para encerrar o conflito, acusando-os de manter uma política “destrutiva”.
Crise de combustível em Crimeia
Fontes locais mostraram que postos de combustível na Crimeia, dividido entre território russo e Ucrânia, enfrentaram desabastecimento. Em Sevastópol, muitos postos ficaram sem gasolina, mesmo com racionamento. Em Yevpatoriya, havia longas filas.
O abastecimento na península, controlada pela Rússia, tem sofrido interrupções por rotas de fornecimento alvo de ataques ucranianos. Autoridades locais atribuem parte das falhas a ações com drones.
Disparos e danos em regiões fronteiriças
A região de Kherson, ainda sob controle russo, informou danos em pontes após ataques ucranianos. O comandante ucraniano Dmytro Filatov descreveu danos críticos na Ponte de Chonhar, que liga a Crimeia ao continente, interrompendo o tráfego. Também foram relatados ataques a Armiansk.
Na Ucrânia, um ataque com drone destruiu um depósito ferroviário em Konotop, na região de Sumy. Um trabalhador ferroviário morreu e outros quatro ficaram feridos, segundo a Ukrzaliznytsia.
Desempenho logístico e exportações
A Ukrzaliznytsia comunicou que, desde o início de junho, as remessas de grãos para exportação aumentaram 8%. A companhia informou ainda que ataques a infraestrutura dificultaram a operação de locomotivas, levando a ações de manutenção.
Em termos internacionais, as exportações de óleo combustível via mar recuaram 0,2% em maio ante abril, com impactos em portos do sul da Rússia, que sofreram ataques de drones. Países aliados continuam monitorando o fluxo de cargas e mercadorias.
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