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Juiz argentino mantém prisão domiciliar de condenado pelo 8 de janeiro

Juiz argentino mantém prisão domiciliar provisória para Wellington Firmino e autoriza mudança de domicílio como solução excepcional sob monitoramento eletrônico

Wellington Firmino, condenado pelos ataques aos Três Poderes, posa para foto com algemas ao lado de policiais da Argentina que verificam porque ele descumpriu ordem de prisão domiciliar e trocou de casa.
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O juiz da 3ª Vara Federal de Buenos Aires, Daniel Rafecas, autorizou que o motoboy brasileiro Wellington Firmino permaneça em uma nova residência na capital argentina, onde já cumpre prisão domiciliar. A decisão vale, provisoriamente, enquanto ele atua sob monitoramento.

Firmino foi condenado a 17 anos de prisão pela Justiça brasileira por participação nos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Ele fugiu para a Argentina em 2024 e passou a cumprir a pena sob prisão domiciliar após ser extraditado, em busca de uma eventual extradição aos EUA.

O magistrado determinou que o Departamento de Apoio a Pessoas sob Vigilância Eletrônica (DAPVE) verifique se o novo imóvel atende aos requisitos técnicos e socioambientais para a tornozeleira. A troca de endereço sem autorização prévia já havia gerado risco de sanções.

Rafecas explicou que mudanças de domicílio só devem ocorrer com aprovação judicial e avaliação do DPVE. No entanto, a troca foi autorizada de forma excepcional, mantendo Firmino sob supervisão e com possibilidade de nova avaliação futura.

A decisão também abrange a escolha de uma nova “tutora” para Firmino, já que, no regime argentino, é necessário alguém residente na mesma casa para monitorar a prisão domiciliar. Sem aprovação, o condenado pode retornar ao Complexo Penitenciário de Ezeiza.

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