Mais de 80 membros da Câmara dos Deputados dos EUA solicitaram, nesta quinta-feira, que a administração de Trump revogue planos de enviar a terceiros países Afegãos que trabalharam com as forças americanas no conflito. A carta foi obtida pela Reuters.
Segundo os signatários, aproximadamente 1.100 Afegãos estariam barrados em Qatar, aguardando realocação, e poderiam ser mandados para territórios considerados inseguros. O grupo argumenta que manter a promessa de proteger quem atuou ao lado dos EUA é uma obrigação moral e de segurança nacional.
A demanda foi apresentada ao secretário de Estado, Marco Rubio, com base em relatos de que o governo avalia transferir os Afegãos para a República Democrática do Congo. A proposta surge num contexto de mudanças na política de asilo para Afegãos que ajudaram as forças americanas.
O contexto recente inclui uma ofensiva de Washington sobre a assistência aos Afegãos desde a retirada militar de Kabul, em 2021. Mais cedo, o governo federal enfrentou críticas sobre o processo de verificação de refugiados de origem afegã. As discussões envolvendo a possível realocação ocorrem mesmo com questionamentos sobre a viabilidade de reassentamento seguro.
O grupo destaca o papel dos Afegãos na cooperação com forças dos EUA, atuando como intérpretes, contratados e membros de equipes de segurança. A carta sugere ainda que alguns possam ser avaliados para entrada nos EUA, conforme a necessidade de proteção humana.
A situação no Qatar permanece sem resolução, com indicativos de que as negociações com múltiplos países seguem em andamento para encontrar destinos alternativos para os beneficiários do programa. A atenção pública se voltou para a manutenção de compromissos humanitários e a avaliação de riscos de cada opção.
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