O petroleiro de asfalto Jalveer, com 20 tripulantes indianos a bordo, foi atingido nesta quinta-feira próximo à costa de Omã, após incendiar a casa de máquinas e a chaminé. O navio sofreu o ataque durante a passagem pela região, enquanto o governo indiano confirmou a segurança da tripulação. O incidente ocorre no contexto de ações militares dos EUA contra embarcações associadas ao Irã.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que desativou o Jalveer por violar o bloqueio ao Irã. Segundo o órgão, a embarcação foi atingida com dois mísseis Hellfire após não cumprir instruções repetidas das forças americanas. O navio é registrado na Guiné-Bissau e navegava pelo Golfo de Omã quando ocorreu o ataque.
O Centcom afirma que, desde o início do bloqueio, em 13 de abril, nove embarcações consideradas não conformes foram desativadas, outras 135 redirecionadas e 42 navios que transportavam ajuda humanitária tiveram passagem liberada. O bloqueio é descrito como aplicado de forma imparcial a qualquer embarcação que transite pelas vias iranianas ou pelo Golfo Pérsico e pelo Golfo de Omã.
Na semana, dois ocorridos semelhantes geraram mortes entre tripulantes de origem indiana. Na quarta-feira, três marinheiros morreram no ataque ao petroleiro Settebello, próximo a Omã. Nesta quinta, a Índia informou que a evacuação da tripulação do Jalveer ocorre em coordenação com a Marinha Real de Omã.
Segundo a Vanguard, empresa britânica de gestão de riscos marítimos, o Jalveer pediu socorro durante a passagem perto do porto de Shinas, em Omã. A causa do incêndio ainda não foi oficialmente confirmada; autoridades indianas indicaram que possivelmente esteja relacionada às operações de bloqueio americanas.
O Centcom reiterou que, desde o início do bloqueio, oito embarcações não conformes já foram desativadas, 134 redirecionadas e 42 navios cargueiros com ajuda humanitária autorizados a seguir viagem. Entre os alvos estão navios iranianos e a chamada frota sombra, usados para driblar sanções com bandeiras diversas.
Dos três petroleiros atingidos nesta semana, apenas o Marivex estava sujeito a sanções dos Estados Unidos, segundo as informações disponíveis. As autoridades não forneceram detalhes adicionais sobre planos de resposta ou investigações em curso. O caso segue sob vigilância das forças de segurança internacionais.
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