Pouco antes de a semana atravessar o dia, o pregador Chang Hao, da província de Yunnan, recebeu uma notificação das autoridades chinesas para interromper reuniões de oração realizadas online via Zoom. A ação afirma violar regulamentos religiosos vigentes.
O documento, entregue na residência de Chang por sete representantes do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos, classifica as atividades como ilegais por ensinarem a doutrina cristã e organizarem encontros de oração. A orientação exige cessação imediata das reuniões.
Durante a abordagem, os agentes apresentaram evidências, incluindo capturas de tela de uma reunião virtual, parte da iniciativa “17h na China – Reunião de Oração do Reino”. Chang disse ter presenciado cinco viaturas em sua casa, com registros de fotos, vídeos e gravações.
Repercussões digitais e histórico do atual alvo
A conta de Chang Hao no WeChat foi bloqueada no dia seguinte. Em resposta, ele afirmou que a fé não é crime e não viola a constituição ou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, defendendo o direito de contestar leis consideradas injustas.
Chang Hao já teve conflitos com autoridades por defender liberdade religiosa. Em 2023, foi detido após publicar comentários na internet e cumpriu pena de 1 ano e 2 meses, com piora de saúde. Liberado em 2024, retomou atividades ministeriais presenciais e online.
Contexto e reação internacional
O caso acendeu preocupação entre organizações cristãs e de direitos humanos, tanto na China quanto internacionalmente, com receio de novas restrições a atividades religiosas ou a participantes de redes de oração monitoradas pelas autoridades.
Nota: informações de Folha Gospel, Guia-me e China Aid.
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