A polícia da Irlanda do Norte (PSNI) manteve a presença de força adicional por toda a região depois dos dois primeiros dias de distúrbios. Uma resposta policial reforçada, com apoio de unidades de outras forças do Reino Unido, buscou evitar novos atos de violência.
Os distúrios começaram após a divulgação de imagens de um ataque com faca em Belfast Norte na segunda-feira. Na quinta-feira, um alto oficial afirmou não haver evidência de coordenação dos ataques por paramilitares, destacando, porém, intensa atividade nas redes sociais.
Ainda segundo a PSNI, houve aumento da atuação online, com conteúdo de diversos usuários gerando mobilização. No entanto, a polícia indicou que a violência que surge nas ruas resulta de essa atividade, e não de uma coordenação direta de grupos paramilitares.
Na terça-feira houve ataques a casas, estabelecimentos e veículos em várias áreas. Na quarta, os incidentes se intensificaram em Glengormley e Portadown, com a polícia sob ataques e uso de jatos d’água. Doze agentes ficaram feridos e dezesseis pessoas foram presas.
Antes do Thursday night, a PSNI ampliou a presença policial, mobilizando efetivo de outras forças do Reino Unido. O oficial Ryan Henderson avisou que haverá uso relevante de jatos d’água, cães, e mais policiais, se necessário, para restabelecer a ordem.
Na noite de quinta, a movimentação foi mais calma. Em Whiteabbey, Condado de Antrim, cerca de 170 pessoas participaram de uma manifestação; em Newtownards Road, leste de Belfast, aproximadamente 100 compareceram. Ambos os protestos terminaram sem incidentes.
Nesta quinta, a primeira-ministra Michelle O’Neill mencionou ataques racistas perigosos em toda a região, elogiando ainda o trabalho de quem atua diariamente para apoiar as comunidades, destacando o espírito de solidariedade como o melhor da sociedade.
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