A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. O torneio chega em momento de avaliação sobre a posição internacional do presidente dos EUA, Donald Trump, que vive baixa popularidade. A análise parte da analista de Internacional da CNN, Fernanda Magnotta.
Segundo Magnotta, eventos globais como a Copa funcionam como palco para projetar poder ou expor contradições políticas. Eles não ocorrem em vácuo e repercutem demandas sociais, crises e debates nacionais.
Historicamente, Copas foram usadas para melhorar imagens internacionais. Ela cita 1978 na Argentina, 1990 nos EUA, 2018 na Rússia e 2022 no Catar, como exemplos de busca por narrativa de competência, estabilidade e modernização, além de contribuir para a unidade interna.
Contexto histórico e oportunidades
A analista afirma que a Copa pode, no caso dos EUA, reforçar organização, credibilidade e vocação criativa, além de ampliar o soft power americano. Ao mesmo tempo, o torneio amplia visibilidades de problemas domésticos diante da audiência global.
Outra leitura aponta vulnerabilidades, entre elas a tensão entre um evento global e a política migratória restritiva dos EUA. Há registros de limitações de acesso a atletas, árbitros, turistas e torcedores, com impacto potencial na imagem internacional.
Além disso, há o risco de protestos ao redor do torneio, ligados aos temas de imigração e ao conflito com o Irã, que podem ganhar projeção internacional. O momento é de atenção aos desdobramentos que surgirem durante as partidas.
Desafios e cenário dos anfitriões
Com a Copa, Trump enfrenta uma combinação de baixa aceitação pública e polarização interna, o que pode influenciar a recepção de medidas associadas ao evento. Os jogos ocorrem em centros urbanos onde a recepção ao mandatário costuma ser negativa, já que houve vaias em eventos recentes.
Países-sede: México e Canadá
Entre os anfitriões, o México aparece como uma alternativa de imagem mais acolhedora para quem tem dificuldade de acesso aos EUA. A leitura é de que o país pode oferecer experiências internacionais que contrastem com as políticas americanas.
O Canadá, por sua vez, registra ganhos em soft power desde o início da administração Trump, com avanços que atraem quem busca mobilidade profissional ou acadêmica em um país de língua inglesa. Esses cenários ampliam o debate sobre dinâmica regional.
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