Os Estados Unidos sediarão parte da Copa do Mundo de 2026 e enfrentam um choque entre controle de fronteiras e atração de visitantes. Mesmo com medidas para facilitar o acesso, torcedores, atletas e árbitros relatam dificuldades para entrar no país.
A política de vistos permanece rígida para grande parte de cidadãos estrangeiros. Cerca de 80% dos países exigem visto para entrar nos EUA, e 39 nações enfrentam algum tipo de restrição migratória. A situação impacta a movimentação dos participantes do torneio.
O governo americano anunciou flexibilizações pontuais para incentivar o turismo relacionado ao Mundial. Houve priorização de entrevistas para emissão de vistos e isenção de algumas taxas para quem já tem ingresso. Ainda assim, relatos de frustração permanecem.
Na Argentina, uma loja de eletrônicos distribuiu televisores como apoio a torcedores com visto negado, gesto simbólico diante da dificuldade de acesso. Um torcedor declarou tristeza por não ver Messi, mas celebrou o presente recebido.
Casos individuais chamam a atenção para o problema. O goleiro do Iraque, Aymen Hussein, passou sete horas sob questions por autoridades de imigração ao desembarcar em Chicago. Além disso, o árbitro da Somália, Omar Artan, não conseguiu entrar, mesmo com documentação válida, sendo recebido ao retornar ao país natal.
A organização enfrenta ainda questões com a seleção do Irã, que atua em Los Angeles, berço de a maior comunidade iraniana fora do país. A delegação tinha base no Arizona, mas foi transferida para Tijuana, no México. O Irã acusa suspensão de ingressos de torcedores e restrições durante o torneio.
A Casa Branca disse que autorizou a entrada da delegação iraniana até 36 horas antes da partida. A FIFA mantém posição de não interferir na política de imigração dos governos, ressaltando que não pode determinar quem pode entrar.
Entre na conversa da comunidade