A reta produtiva das urnas no Peru segue acirrando a disputa entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Na contagem com 98,258% apurado, a diferença é mínima, com Fujimori à frente por pouco mais de 1.300 votos. A votação decorre após o segundo turno realizado no último domingo.
A candidata da direita, de 51 anos, recebe impulso de votos do exterior, conforme apuração inicial. Até o momento, 18 milhões de votos já foram computados. Desfecho ainda incerto, pois há seções sob revisão judicial que podem prolongar a contagem por semanas.
A apuração rápida indicou números próximos entre os dois candidatos, com pesquisas de boca de urna apontando empate técnico. A expectativa é de que muitos votos ainda-contestados sejam analisados antes de qualquer certificação final.
O resultado final do pleito deve ser anunciado só em meados de julho, segundo a Junta Nacional Eleitoral, devido a um novo processo de recontagem obrigatório. A certificação depende da conclusão das seções com irregularidades.
A disputa, marcada por denúncias de fraude no primeiro turno e por tensões entre poderes, envolve áreas urbanas de Lima e regiões rurais. A região metropolitana de Lima concentra votos que podem influenciar o placar final.
Entre os apoiadores, Sánchez tenta manter apoio em áreas rurais, enquanto Fujimori depende de sólida mobilização urbana e de eleitores no exterior. O cenário reflete o desafio de governabilidade diante de um Congresso fragmentado.
Contexto histórico: o Peru aguarda o nono presidente em uma década, com o Congresso desempenhando papel decisivo na estabilidade. A eleição envolve rejeições a ambos os candidatos, alimentando uma atmosfera de ceticismo entre eleitores.
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