Um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU alertou nesta semana sobre relatos de violência extremista contra mulheres e meninas cristãs na Nigéria. Assuntos como assassinatos, violência sexual, casamentos forçados, sequestros e desaparecimentos foram destacados, especialmente no norte do país e no Cinturão Central. A denúncia aponta falhas das autoridades civis e atuação de grupos armados, como Boko Haram e facções do Estado Islâmico. O relatório cita ainda interpretações locais da Sharia, códigos de blasfêmia e obstáculos ao acesso à justiça.
Segundo os técnicos da ONU, a violência contra cristãos e outras minorias religiosas tem se intensificado com impunidade de grupos extremistas. Em nota divulgada no dia 8 de junho, a equipe de relatores especiais afirma que as situações geram medo, trauma, coerção e abandono entre vítimas. O texto ressalta a necessidade de proteção, justiça e reparação às sobreviventes.
A declaração foi assinada por especialistas em direitos humanos, com atuação em áreas como violência contra mulheres, execuções extrajudiciais, questões de minorias e tortura. A ONU pediu medidas urgentes para proteger populações em risco, libertar pessoas sequestradas, investigar crimes de forma independente e responsabilizar os autores.
Medidas e pedidos aos governos
A ONU recomenda ações imediatas para prevenir danos adicionais e garantir responsabilização. Entre as providências estão investigações independentes, proteção a vítimas, reparação e apoio psicológico e social. A organização também enfatiza o fim da impunidade como caminho para reduzir novos abusos.
Em comunicação formal ao governo Nigeriano, os especialistas citam incidentes específicos ocorridos em estados como Borno e Bauchi, incluindo sequestro de meninas, conversões forçadas e um caso de violência grave contra uma jovem de 16 anos. O conjunto de relatos compõe um padrão de ataques a comunidades cristãs, com risco ampliado para mulheres e crianças em campos de deslocados.
As autoridades são instadas a agir de forma coordenada para interromper a violência, proteger refugiados internos e assegurar que violações de direitos humanos não fiquem sem punição. O texto sublinha que a impunidade alimenta novas agressões e agrava o sofrimento das comunidades afetadas.
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