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Sindicatos na Bolívia passam a defender diálogo após alerta dos EUA

Após alerta dos EUA sobre vistos, sindicatos bolivianos apoiam negociação com o governo Paz para conter a crise e os bloqueios

Pessoas durante protesto na Bolívia. (Foto: Luis Gandarillas/EFE)
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Após alerta dos EUA sobre vistos, sindicatos que promovem protestos na Bolívia passam a defender diálogo com o governo. Movimento ganha apoio para negociação com o presidente Rodrigo Paz, após mais de 40 dias de tensão e bloqueios.

A Embaixada americana informou que participação em atos violentos pode levar à revogação ou negação de vistos. A mensagem foi divulgada nas redes sociais, com imagens de manifestantes envolvidos em violência.

O governo dos Estados Unidos havia visto como tentativa de golpe episódios de instabilidade contra um governo eleito. As manifestações afetam La Paz, El Alto e Cochabamba, ampliando a crise social no país.

Mudança de posição e próximos passos

A Central Obrera Boliviana (COB), maior sindicato do país, e a Federação de Camponeses de La Paz Túpac Katari flexibilizaram pedidos de renúncia de Paz e defendem início de negociações. As bases dos movimentos deverão votar o posicionamento.

Bloqueios seguem impactando o abastecimento de alimentos e combustíveis, com aumento de preços de produtos básicos. Serviços como transporte público e coleta de lixo também foram interrompidos, agravando o desconforto da população.

A Defensoria do Povo registra ao menos dez mortes relacionadas à crise, sete por falhas de atendimento médico em piquetes e três em ações policiais. A Igreja Católica também participa de iniciativas de mediação.

Esforços de mediação

A Igreja Católica e a Defensoria chamaram líderes locais para um “Pacto Social pela Paz e Reconciliação”. O objetivo é evitar nova escalada de violência e buscar uma saída pacífica para a crise, com participação de representantes das comunidades.

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