A onda de xenofobia na África do Sul ganha destaque com ataques a estrangeiros, principalmente de Nigéria, Somália, Etiópia e Gana. Espancamentos e mortes já foram registrados em cidades como Johannesburgo, Durban e Mossel Bay. A crise ocorre em meio a desemprego, inflação e aumento da criminalidade, fatores que ajudam a explicar a escalada dos ataques.
Grupos organizados anti-imigração, como o Operation Dudula, têm atuado em Gauteng, incluindo Joanesburgo e Pretória. Há relatos de intimidações, invasões de residências e comércios, despejos forçados e tentativas de negar acesso a serviços públicos. As ações são alvo de denúncias de direitos humanos.
A Constituição sul-africana assegura igualdade de proteção a todas as pessoas, além de direitos a refugiados e requerentes de asilo. Mesmo assim, autoridades reconhecem desafios para coibir as ações, citando recursos limitados e períodos de impunidade que dificultam resposta mais firme.
Vítimas e alcance regional
As principais vítimas são cidadãos de Zimbábue, Moçambique, Malawi, Nigéria, Somália, Etiópia e Gana. Dados da polícia indicam casos de espancamento e episódios fatais em cidades-chave, com impactos significativos na vida de comunidades imigrantes.
Reações de países africanos
Gov. de Gana repatriou mais de 300 cidadãos e planeja retirar centenas que manifestaram interesse em retornar. Moçambique aumentou assistência consular após mais de 600 moçambicanos fugirem. Malawi e Nigéria emitiram alertas e apoiaram operações de retorno voluntário, como resposta diplomática à crise.
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