A igreja americana aprovou uma atualização da Carta de Dallas, com mudanças que buscam endurecer as regras contra abusos. A revisão define critérios mais claros para evitar interpretações divergentes entre as dioceses, incluindo a utilização de documentos digitais para atestar a aptidão de padres e a obrigação de denunciar suspeitas internamente, reforçando as leis civis de cada estado. A carta também reconhece a presunção de inocência para os acusados, alinhando-se a mudanças recentes em normas da igreja.
As mudanças visam ampliar transparência e responsabilidade. Bispos destacaram o compromisso de acolher vítimas e manter vigilância constante nas paróquias, conciliando cuidado com os feridos e o cumprimento dos processos internos. O objetivo é assegurar que crimes não sejam ignorados e que ambientes sejam seguros.
Por que adultos não está incluído? Em debate, alguns bispos defendiam tratar também de abusos de poder e má conduta com adultos vulneráveis. A maioria decidiu manter o foco nos menores para manter a clareza. Um documento separado está sendo desenvolvido para abordar abusos envolvendo adultos, com normas técnicas próprias.
A proteção do segredo da confissão também aparece na versão revisada. O sacramento do penitência continua protegido pelo sigilo absoluto, mesmo com incentivos à denúncia e à cooperação com as autoridades em casos de crimes. O texto reafirma que o que é ouvido no confessionário permanece inviolável segundo a tradição católica.
Agora, com a aprovação de 176 votos favoráveis, as diretrizes entram em vigor para todas as dioceses dos Estados Unidos. Paralelamente, comitês da Conferência dos Bispos iniciam a elaboração de um texto complementar que vai tratar de normas de comportamento para clérigos e leigos no trato com adultos, buscando fechar lacunas em relação à conduta sexual e ao abuso de autoridade.
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