Oito homens de barcos pesqueiros ecuatorianos são suspeitos de terem sido alvos de ataques no Pacífico leste. Em pelo menos três incidentes nos últimos meses, barcos como o Negra Francisca Duarte II, Fiorella e Don Maca foram atingidos ou apreendidos. As equipes relatam detenção, danos e desaparecimento de tripulantes.
O ataque mais conhecido ocorreu em 17 de março, a cerca de 170 milhas ao largo das Ilhas Galápagos. Um drone atingiu a cabine da embarcação de Hernán Flores, incendiando o barco e ferindo um tripulante. A tripulação, que perdeu parte do rosto, conseguiu abandonar a embarcação.
Durante o episódio, a guarda costeira dos EUA afirmou ter coordenado uma busca e resgate com o barco Bertholf. Segundo relatos, a tripulação foi posteriormente detida por indivíduos armados, transportada para uma embarcação salvadorenha e entregue a autoridades de El Salvador. Os tripulantes receberam permissões de viagem emergenciais para retornar ao Equador.
Reações oficiais e investigações
Autoridades dos EUA negam envolvimento direto nesses incidentes, inclusive com aeronaves ou operações de alto risco. O Pentágono e a Guarda Costeira afirmaram que não houve participação em ataques ou capturas. O Departamento de Estado não respondeu a pedidos de comentário sobre o tema.
Organizações de direitos humanos questionam a versão oficial, destacando relatos conflitantes sobre o que houve com os pescadores detidos. A denúncia alega detenções arbitrárias, maus-tratos e uso de força sem justificativa legal, com intervenções também em outros casos, como o de uma terceira embarcação.
O que se sabe até o momento
Representantes de Ecuador e El Salvador não responderam a pedidos de comentário. Parlamentares norte-americanos enviaram uma carta ao secretário de Estado e a outros membros do governo, questionando se houve cooperação de agências além da Guarda Costeira e do DPA.
A investigação aponta para três incidentes no Pacífico, envolvendo barcos ecuatorianos e possível transferência de tripulações a El Salvador. A resposta das autoridades dos EUA permanece sob escrutínio, com investidores e comunidades pesqueiras buscando esclarecer responsabilidades.
Contexto mais amplo
A tensão entre EUA e Equador cresce à medida que planos de base militar e operações anti-narcóticos ganham forma na região. O episódio alimenta perguntas sobre a cooperação entre autoridades locais e internacionais no combate ao narcotráfico, sem evidências públicas de um padrão claro de responsabilização.
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