A Operação Orca XI, coordenada pela Interpol com apoio da OEA e da União Europeia, resultou na prisão de 8.701 pessoas e na apreensão de 56 toneladas de drogas em dez países da América do Sul e Central entre outubro e novembro de 2025. A ação desmantelou rotas transnacionais de tráfico de armas e entorpecentes.
Foi uma força-tarefa inédita liderada pela Interpol e pela OEA, com a liderança logística do Brasil. O objetivo central foi enfrentar o crime organizado transnacional, atacando simultaneamente o tráfico de armas e de drogas, que costumam compartilhar rotas e logística.
Entre os resultados, destaca-se a retirada de 3,3 mil armas de fogo das ruas, além da apreensão de cerca de 200 mil cartuchos, 210 veículos e centenas de milhares de dólares. As autoridades também destruíram 56 toneladas de entorpecentes.
O Brasil participou ativamente, liderando e financiando a força-tarefa, sediada em Buenos Aires. Pela primeira vez, a Interpol tem um chefe brasileiro, o delegado Valdecy Urquiza, da Polícia Federal, que supervisionou as ações no sul global.
Entre os outros destaques da operação, na Colômbia houve prisão de 22 pessoas ligadas ao financiamento ao terrorismo. No Panamá, houve desarticulação de um esquema de envio de armas por correios. No Chile, três prisões resultaram na recuperação de mais de 500 kg de drogas e no bloqueio de 11 contas de lavagem de dinheiro.
Especialistas ressaltam que o crime organizado atua de forma globalizada e transcende fronteiras. A cooperação técnica entre países, como acordos entre o Ministério Público de São Paulo e a procuradoria antimáfia italiana, facilita o compartilhamento de informações e a interceptação de redes criminosas.
A articulação internacional busca sufocar o poder financeiro de facções como o PCC, fortalecendo a segurança em comunidades locais. A operação reforça a importância de parcerias entre nações para prevenir abusos e reduzir violentas redes transnacionais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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