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Kiev busca repatriação de crianças ucranianas enviadas à Itália

Kiev busca trazer crianças ucranianas evacuadas para a Itália, mas tribunais italianos dificultam o retorno ao país

Liubov Rudyka, diretora do orfanato em Sumy, fotografada com algumas das crianças sob seus cuidados
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O conflito na Ucrânia desencadeou um processo de evacuação de crianças para a Itália, que se tornou uma disputa judicial entre Kiev e Roma. Quatro anos após a viagem de um abrigo de Sumy para Nápoles, o retorno de várias crianças permanece impedido por decisões judiciais italianas.

A Ucrânia acusa as autoridades italianas de não cooperarem na verificação do bem-estar das crianças evacuadas. A defensoria ucraniana afirma que os tribunais italianos tratam as crianças como desacompanhadas e que a tutela exige acompanhamento direto de representantes italianos, o que restringe o vínculo com os familiares na Ucrânia.

Em abril, surgiu a notícia de Sasha, um adolescente de 15 anos, ter sido adotado por uma família italiana, mesmo com a mãe que quer o retorno ao país. Kiev sustenta que as evacuações foram temporárias e que, em algumas regiões, existem condições para o retorno seguro das crianças.

De acordo com a Ucrânia, há mais de 300 menores cujo retorno está bloqueado pelos tribunais locais na Itália, Alemanha e Áustria. Representantes da ACNUR destacam que retornos devem ocorrer apenas de forma voluntária e visando o melhor interesse da criança, considerando o contexto de guerra.

A advogada italiana que representa alguns menores relata que, em vários casos, as crianças ficam isoladas de suas origens na Ucrânia. Em alguns exemplos, houve reversões parciais de tutelas pela Suprema Corte de Cassação, mas o cenário continua complexo e marcado por pressões de famílias de acolhimento.

Mudanças de tema

Em Lombardia e na Sicília, famílias italianas que acolheram as crianças passaram a organizar atividades e a pedir que a situação seja ajustada diante da guerra. Um grupo de voluntários, liderado por moradores locais, estruturou um sistema de acolhimento com apoio de escolas, até 2024, quando a equipe ucraniana retornou ao país.

A história envolve Sasha e suas duas irmãs, bem como irmãos menores transferidos para abrigos italianos. O caso de Sasha está no centro da disputa, com a mãe querendo o retorno à Ucrânia e o pai, outro lado da guerra, oficialmente desaparecido em combate. A advogada de Roma busca suspender a adoção do adolescente para impedir decisões aceleradas.

Autoridades ucranianas afirmam que já houve milhares de evacuações de crianças para a Europa em 2022. O governo continua buscando um caminho para reunir as famílias ou, ao menos, garantir que o retorno ocorra de forma voluntária e segura, conforme avaliação das autoridades anfitriãs.

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