O governo dos Estados Unidos manteve a restrição de entrada para cidadãos de Irã e Haiti, anunciada no ano passado, com impacto direto na participação de torcedores na Copa do Mundo. A medida, assinada em junho de 2025, abrange ainda 17 países adicionais por razões de segurança nacional.
Cidadãos dos países afetados estão proibidos de entrar nos EUA, salvo exceções para atletas, treinadores e parentes próximos que viajem a grandes eventos esportivos. Residentes permanentes e cidadãos com dupla nacionalidade que possuam passaporte de país não atingido pela norma também têm tratamento diferenciado.
Exceções e impactos na Copa
Para o Irã, a participação da seleção ficou cercada de controvérsias, com parte da comissão técnica impedida de entrar e a equipe optando por base no México, após ter visto recusado para alguns integrantes. A FIFA manteve o regulamento de ingressos, reservando 8% das entradas às federações das seleções envolvidas.
Outros cinco países presentes no Mundial — Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia — contam com a suspensão da cobrança de caução de até 15 mil dólares para torcedores com ingresso. Em contrapartida, a medida vale apenas para quem já possui bilhete.
Medo entre imigrantes e direitos humanos
Muitos imigrantes já residentes nos EUA relatam receio de ir aos estádios por possibilidade de detenção pelo ICE. Organizações de direitos civis alertaram para riscos de entrada negada, detenção ou deportação, além de discriminação.
Entre relatos, um haitiano morador nos EUA descreveu o dilema: cantar o hino do país é motivo de orgulho, mas há medo de ser interceptado ao chegar ao aeroporto. Defensores dos direitos humanos alertam sobre maior fiscalização próximo aos estádios e às Fan Zones.
Entre na conversa da comunidade