Peter Thiel, bilionário do setor de tecnologia e cofundador da Palantir, mudou-se em abril para Buenos Aires com a família. A mudança ocorre em meio a contatos com o governo de Javier Milei e com empreendedores locais da área de tecnologia.
O encontro entre Milei e Thiel aconteceu pela primeira vez em maio de 2024 na Casa Rosada, com uma segunda reunião no fim de abril deste ano. Ao longo dos encontros, Thiel expressou apoio às reformas defendidas pelo presidente argentino, considerados por Milei como parte de um projeto libertário.
Desde a chegada, Thiel tem mantido contatos com empresários argentinos e membros do gabinete de Milei. Entre os interlocutores que teriam participado de conversas estão o ministro da Economia, Luis Caputo, e o ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger. A presença do investidor gerou repercussão no meio político e tecnológico.
Segundo o Financial Times, Thiel comprou uma mansão de seis quartos em Barrio Parque, uma área nobre de Buenos Aires. A origem do investimento é atribuída a uma estratégia de residência de alto padrão associada a ambientes de negócios internacionais.
A presença de Thiel é analisada à luz de possíveis oportunidades de investimento na Argentina. A Palantir, com atuação na América Latina, teria interesse em ampliar operações na região, de acordo com o Buenos Aires Times. Milei e seu time sinalizam a intenção de transformar o país em um centro de inteligência artificial.
Especialistas e críticos divergem sobre o impacto dessa atuação. Enquanto aliados veem a atração de capital e inovações como impulso para reformas, opositores alertam para riscos de regras de desregulamentação e concentração de poder tecnológico. O tema ganhou destaque no debate público.
No âmbito visionário do governo, o ministro Sturzenegger mencionou planos para criar um regime jurídico voltado a empresas geridas por inteligência artificial, com benefícios tributários e termos legais favoráveis. Milei defendeu, em artigo, a criação de uma categoria jurídica para corporações não humanas.
A proposta de sociedades automatizadas reforça a ideia de Argentina como polo para IA e tecnologia. Especialistas ouvidos pela imprensa destacam a necessidade de equilíbrio entre inovação e proteção jurídica, evitando riscos de abusos e vulnerabilidades.
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