Nem tabletes, nem pacotes: madeira. Esse foi o meio usado por criminosos para transportar cocaína, segundo a operação Timber Shield. A ação é coordenada pela Receita Federal com cooperação dos EUA e da Bolívia e pode resultar na maior apreensão já feita no Brasil.
No fim de semana, oito caminhões com madeira foram retidos na fronteira do Brasil com a Bolívia — quatro em Corumbá (MS) e quatro em Cáceres (MT). Perícias preliminares apontaram cocaína nas cargas, mantendo sob fiscalização cerca de 260 toneladas de madeira.
A Polícia Federal acompanha as análises técnicas, que podem confirmar a extração de 20 a 50 toneladas de cocaína caso a presença de droga seja confirmada. A tática envolve madeira encharcada com cocaína líquida para dificultar a detecção.
O esquema tem relação com um caso semelhante no Chile, onde 100 toneladas de cocaína misturadas com madeira foram apreendidas neste mês. As autoridades indicam que a origem da produção é a Bolívia, com ligações entre operações no Brasil e no Chile.
Conexões e contexto
A Timber Shield evidencia alto grau de sofisticação das quadrilhas e reforça a cooperação internacional entre Brasil, EUA e Bolívia para enfrentar o crime organizado em larga escala. Informações de inteligência guiaram as ações na fronteira.
Quem atuou na operação
- Receita Federal do Brasil: coordenação, inteligência e fiscalização aduaneira
- Exército Brasileiro: segurança das cargas e áreas de retenção
- Gefron (MT): apoio operacional em fronteira
- Polícias Técnico-Científicas (MT e MS): perícias e análises
- Polícia Federal: perícia, investigação criminal e custódia
- Aduana Nacional da Bolívia, FELCN e governo dos EUA: apoio internacional
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