Treze trabalhadores morreram e dezenas ficaram feridos após uma explosão no complexo de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Qatar, neste domingo. O acidente ocorreu na instalação de abastecimento de gás Barzan, durante a retomada de operações paralisadas por ataques recentes. O estrondo foi sentido a mais de 70 quilômetros de Doha, gerando pânico na capital.
Segundo informações oficiais, o incidente é classificado como acidente técnico. A produção da planta foi interrompida em dezembro de 2025 por necessidades de manutenção e retomada ocorreu na última sexta-feira. A empresa não explicou se houve falha em equipamentos específicos.
Os mortos são todos de origem indiana e paquistanesa; 66 pessoas ficaram feridas. O ministro de Energia, Saad al-Kaabi, afirmou que não houve sabotagem e que a investigação já foi iniciada. Não houve risco ambiental nem prejuízo à capacidade de exportação da planta.
Contexto e impacto regional
A Ras Laffan abriga a principal base de produção de GNL do Qatar, com capacidade anual de 77 milhões de toneladas. O país tem enfrentado ataques aéreos e de mísseis durante conflitos na região, o que já afetou parte da produção de gás.
Em março, ataques a duas unidades de Ras Laffan reduziram cerca de 17% da exportação de GNL do Qatar. A QatarEnergy informou que a recuperação total pode levar de três a cinco anos. A empresa também retirou cerca de 10 mil trabalhadores de plataformas e plantas.
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