Na madrugada de 15 de junho, policiais que recebiam informações sobre uma residência em Champigny-sur-Marne, na região de Paris, encontraram um quadro roubado de Picasso durante a operação. A obra não havia sido identificada oficialmente na hora, mas já era descrita como possuindo forte valor histórico.
Segundo o jornal Le Parisien, a pintura retrata Marie-Thérèse Walter, musa do artista. O quadro seria de um colecionador de Cingapura e valeriam entre 13,7 milhões e 17,1 milhões de dólares. A peça, supostamente roubada por um trabalhador de um depósito de arte em Paris, seria parte de uma operação para expor falhas de segurança.
Além da obra de arte, a polícia apreendeu cerca de 40 libras de resina de cannabis, além de dinheiro em espécie e itens de vestuário de luxo. Em conjunto, foram apreendidos vários milhares de euros em cédulas e movimentação financeira substancial associada aos suspeitos.
Quatro pessoas foram presas no caso e tiveram a primeira audiência no tribunal nesta sexta-feira. A audiência inicial definiu que o julgamento deve ocorrer, de forma preliminar, em agosto, conforme a investigação avança.
Contexto histórico: Picasso é figura de peso no mercado de arte, com recorde de venda por 179,4 milhões de dólares em 2015, pela obra Les Femmes d’Algier (Version ‘O’) na Christie’s, em Nova York. Cerca de 16 telas do artista já superaram os 50 milhões em leilões, segundo dados de analistas.
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