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Chefe de aeroportos diz que novo sistema de fronteiras da UE não funciona

Chefe da associação europeia de aeroportos diz que o novo sistema de fronteira não funciona e cobra flexibilidade e revisão para evitar mais atrasos

People queue at passport control in Milan Bergamo on 16 April
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O chefe do grupo de lobby dos aeroportos europeus afirma que as preocupações com o novo sistema de controle fronteiriço digital estão mantendo a direção acordada durante a noite. O recado é de que o EES não funciona como prometido. A crítica chega após episódios de atrasos e passageiros retidos.

A implementação do EES exige que a maioria dos viajantes vindos de fora do Espaço Econômico Europeu registre dados biométricos, como rosto e digitais, para cruzar fronteiras no espaço Schengen. Empresas aéreas relatam filas maiores e tempo extra de despacho de embarque em vários aeroportos.

Nesta semana, relatos apontaram passageiros da Ryanair ficando presos em Atenas após o voo para Londres Luton partir sem eles. A Ryanair atribuiu o problema a atrasos na fronteira; o aeroporto citou congestionamento decorrente de exigências adicionais de processamento. O EES não foi atribuído formalmente como causa.

Reação do setor

Schulte afirmou que é necessária flexibilidade total para suspender o EES quando houver caos. A ideia é evitar recorrentes transtornos aos viajantes e preservar a reputação de destinos europeus como recebedores de turismo.

Entre os casos recentes, passageiros em Milão, Bergamo e Linate perderam voos para Manchester em abril por dificuldades no controle de passaportes. O setor tem pedido ajustes operacionais para reduzir impactos no fluxo de passageiros.

Contexto e desdobramentos

Governo da Grécia indicou que visitantes não devem enfrentar entraves excessivos ao entrar ou sair do país, embora tenha ocorrido disputas sobre eventuais isenções. Em março, autoridades brasileiras relataram discussões sobre possíveis exceções, mas a Comissão Europeia negou planos nesse sentido.

Portuguesa e italiana estudam alternativas para mitigar filas, segundo fontes da Comissão Europeia. As autoridades destacam que a implementação envolve ajustes técnicos e logísticos, com impactos variados dependendo do aeroporto e do fluxo de viajantes.

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