O surto de ebola registrado na República Democrática do Congo alcançou o maior número de casos confirmados no primeiro mês entre os surtos já conhecidos no continente. O vírus Bundibugyo já infectou mais de 1.000 pessoas e provocou 267 mortes, segundo dados divulgados por autoridades de saúde.
O anúncio foi feito por Abdirahman Mahamud, da Organização Mundial da Saúde, em coletiva em Genebra. O surto foi detectado com atraso e, segundo especialistas, o vírus já circulava meses antes de a coleta oficial ter sido declarada em 15 de maio. Bunia, no leste do país, é apontada como epicentro.
Casos já foram identificados em pelo menos três dos campos de deslocados superlotados da região leste, conforme informações de agências internacionais. A Organização Internacional para as Migrações indicou que pelo menos 25 casos foram confirmados nesses campos, com 14 mortes entre eles.
O histórico de ebola na África indica que os maiores surtos ocorreram na África Ocidental entre 2014 e 2016, com milhares de mortes. Desta vez, o foco de atuação envolve medidas rápidas de vigilância, isolamento e assistência médica nas comunidades e nos campos de refugiados.
Até o momento, a OMS ressalta a necessidade de ampliar a resposta para acompanhar a disseminação do vírus, enquanto autoridades locais trabalham para reforçar a detecção, o controle de infecção e a comunicação com a população afetada.
Segundo o CDC, a África Subsariana já registrou mais de 20 surtos de ebola, o que reforça a demanda por coordenação regional e apoio internacional para evitar novas cadenas de transmissão.
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