O Tribunal de Apelações do Quênia confirmou que o aborto não é um direito fundamental previsto pela Constituição. A decisão, proferida em 24 de abril, reformula o entendimento anterior do país sobre o tema.
Os juízes acolheram recursos contra uma sentença de março de 2022, que havia ampliado a interpretação dos direitos reprodutivos. O caso envolve PAK e outra parte contra o Procurador-Geral e outros.
A decisão sustenta que a Constituição protege a vida desde a concepção, permitindo exceções apenas em situações limitadas. O aborto continua crime no país, com penas que podem chegar a 14 anos de prisão em alguns casos.
Contexto e decisão
Organizações cristãs e defensores da vida recorreram da sentença de 2022, alegando interpretação incorreta do artigo 26. A defesa argumentou que a norma constitucional protege a vida desde a concepção.
A corte confirmou que o aborto não é direito fundamental e que o Estado deve manter políticas restritivas. A legislação penal permanece em vigor, mantendo o aborto como crime sob a lei.
Reações
Grupos cristãos e conservadores saudaram a decisão, afirmando que ela restaura o equilíbrio constitucional e protege o direito à vida. Entidades pró-vida disseram que a interpretação anterior extrapolava o texto.
Organizações de defesa dos direitos reprodutivos criticaram o veredito, classificando-o como retrocesso. O Centro de Direitos Reprodutivos afirmou que pretende recorrer à Suprema Corte do Quênia.
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