Os gêmeos Tate contestam a decisão da Crown Prosecution Service (CPS) de não entregar as identidades dos supostos denunciantes no Reino Unido. O recurso ocorreu em uma audiência no Royal Courts of Justice.
O advogado deles descreveu a decisão como falha e disse que os Tate foram tratados de forma diferente de outros investigados. A CPS afirmou que a omissão é decisão temporária até o início efetivo dos procedimentos no país.
Andrew Tate, 39 anos, e Tristan Tate, 37, enfrentam 21 acusações no Reino Unido, incluindo estupro e tráfico humano, após serem extraditados da Romênia. A polícia de Bedfordshire emitiu ordens de prisão europeias em 2024.
Os gêmeos são cidadãos britânicos e americanos e estão sob controle judicial na Romênia. Eles já ofereceram prestar depoimento sob cautela às autoridades britânicas, com aprovação romena, mas a CPS rejeitou a proposta.
A advogada Sallie Bennett-Jenkins afirmou que o risco alegado é inflado e que a falta de informações prejudica a defesa, incluindo a avaliação de evidências. Ela pediu a revisão judicial para obter os nomes.
O advogado da CPS, Tom Little, disse que a decisão de manter os nomes é temporária e está sob revisão, sem cumprir um mandato judicial para ser revertida. O objetivo é assegurar o andamento das ações no Reino Unido.
Em maio de 2025, a CPS confirmou a lista completa das 21 acusações que os Tate enfrentarão ao retornarem ao Reino Unido, envolvendo fatos ocorridos entre 2012 e 2016. A decisão de acusação foi tomada em 2024, antes da emissão do mandado de extradição.
O juiz Mr Justice Chamberlain iria decidir, ainda nesta semana, sobre o pedido de licença para a revisão judicial apresentado pelos Tate.
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