Nesta terça-feira (23), Líbano e Israel iniciaram uma nova rodada de negociações diretas em Washington, com Beirute buscando avanço concreto para um acordo de paz. O foco está no fim da violência e na retirada militar, em meio a influências externas ligadas aos acordos entre EUA e Irã.
Autoridades libanesas afirmam que negociações presenciais são essenciais para assegurar um cessar-fogo estável e uma retirada israelense, enquanto o Hezbollah, apoiado pelo Irã, mantém posição de resistência às diálogos diretos com Israel. O contexto envolve a escalada desde 2 de março, quando o Hezbollah lançou ataques em apoio ao Irã.
No âmbito externo, o acordo entre Irã e EUA, que prevê interrupção de confrontos na região, fortaleceu o Hezbollah e gerou dúvidas sobre o papel do governo libanês nas negociações. Beirute, por sua vez, sinaliza que pretende manter a experiência de conversas diretas com Israel, apesar da pressão regional.
Líbano quer impor um cronograma para a retirada israelense durante a rodada, prevista para durar três dias. Beirute enfatiza que a retirada completa é condição para avançar na construção de paz; autoridades israelenses indicam que as tropas no sul devem permanecer até acordo ser alcançado.
Ambiente político e posição de Beirute
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que o país não aceitará a continuidade da ocupação israelense nem a tutela estrangeira. Aoun ressaltou que as negociações devem gerar condições para retirada e autonomia do Líbano diante de influências externas.
Segundo uma autoridade libanesa, a condução das negociações dependerá de um cronograma que inclua passos concretos para a retirada, visto como principal instrumento para manter impulso no processo negociador com o Irã e com Israel.
Ponto de vista de Israel e desarmamento
O governo israelense afirma que o objetivo das conversas é desarmar o Hezbollah e fechar um acordo de paz com o Líbano, destacando que o principal obstáculo é o grupo Hezbollah. O porta-voz israelense ressaltou que a desarmonia entre as partes dificulta o avanço diplomático.
O Hezbollah tem resistido a um desarmamento total e pediu ao governo libanês que não avance com negociações diretas sem considerar a posição do grupo. A relação entre Teerã e o movimento permanece como elemento central das tratativas.
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