A onda de calor levou Roma a entrar em alerta vermelho nesta terça-feira (23), em meio a uma Europa que registra recordes e impactos em escolas, transporte e serviços públicos. A França também vivencia temperaturas elevadas, aumentando a pressão sobre infraestrutura e saúde.
Na França, a Météo France informou que, na madrugada de hoje, a temperatura média de junho atingiu 21,6°C, a mais alta desde o início das medições em 1947. Cerca de 1.350 escolas suspenderam as aulas nesta segunda-feira.
Repercussos práticos
A Torre Eiffel anunciou fechamento antecipado de visitas nesta terça, com provável encerramento mais cedo também na quarta. A usina nuclear de Golfech, perto de Toulouse, desligou um reator após a água de resfriamento do rio Garonne superar o limite seguro de 28°C.
Há pelo menos 40 óbitos por afogamento desde o dia 18, principalmente entre jovens, além de cinco mortes relacionadas ao calor extremo, incluindo duas crianças e três idosos. Novos recordes ainda podem aparecer em várias regiões.
Panorama regional
Parte do sul do Reino Unido registra alerta vermelho; Southampton chegou a 35,6°C em junho pela primeira vez desde 1976, segundo o Met Office. Na Península Ibérica, Espanha observa calor intenso em áreas como Andaluzia, País Basco e Cantábria.
Na Itália, Roma e Milão integram o nível máximo de alerta por calor, com previsão de aumento para 16 cidades até quarta-feira (24). Bélgica reduziu horário escolar em parte do território, enquanto a Alemanha registrou cinco mortes por afogamento no fim de semana.
Observações finais
O fenômeno climático persiste, com autoridades monitorando saturação de redes, serviços públicos e educação. Especialistas apontam necessidade de medidas de adaptação e de cuidados com populações vulneráveis diante de altas temperaturas prolongadas.
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