O comissário europeu Jozef Síkela afirmou que as restrições à carne brasileira pela União Europeia não configuram embargo, mas uma questão sanitária. A declaração ocorreu durante o Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, em Brasília, organizado pela ApexBrasil.
Síkela explicou que o tema envolve acordos compatíveis com o texto do acordo negociado entre as partes. Ele ressaltou a preocupação com o uso de substâncias microbiológicas para aumento de produtividade ou combate de doenças. O objetivo é assegurar padrões de sanidade.
Segundo o comissário, trata-se de uma questão de imunidade e de resistência de produtos cuja venda no mercado europeu é limitada, incluindo produtores da própria UE. A afirmação foi feita durante o evento, que reúne representantes europeus e brasileiros para discutir comércio.
O Fórum Brasil-UE contou com a participação de autoridades e executivos, incluindo o ministro Márcio Elias Rosa, a ministra Esther Dweck, a embaixadora Marian Schuegraf e líderes do setor privado. O objetivo é fortalecer parcerias em energia, infraestrutura, tecnologia e minerais críticos.
Na agenda, a UE anunciou investimento de aproximadamente 266 milhões de euros (cerca de 1,5 bilhão de reais) em quatro projetos de infraestrutura no Norte e Nordeste do Brasil. O foco é ampliar transição energética, infraestrutura digital e cadeias de valor sustentáveis.
Veto à carne
Em 20 de junho, o senador Carlos Fávaro disse que o governo vai buscar evitar o veto europeu às exportações de carne brasileira. A UE já havia anunciado, em 5 de junho, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco, por não atender a informações exigidas sobre antimicrobianos.
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