Um brasileiro morando em Caracas relatou ter visto dois prédios desabarem durante a sequência de tremores que atingiu a Venezuela na tarde desta quarta-feira. O episódio ocorreu por volta das 19h04, horário de Brasília, na capital venezuelana, principalmente na região de Altamira. O tremor principal teve magnitude 7,5 e houve danos em casas e prédios ao redor em poucos minutos.
Matheus Mascarenhas, de 20 anos, estava indo a um bar para acompanhar o jogo do Brasil pela Copa do Mundo quando presenciou o desabamento. Ele levou um susto ao sentir os tremores, buscou abrigo em uma praça e, de lá, observou os escombros das construções. O estudante é natural de Brasil e está em Caracas para um intercâmbio de trabalho na ONU, estudando economia em Yale.
Desabamentos e atendimento médico
Em Altamira, o local mais afetado, houve desabamentos de imóveis e relatos de feridos, segundo informações do Ministério do Interior venezuelano. Autoridades pediram prioridade para a passagem de ambulâncias e veículos de emergência. Técnicos atendem possíveis vítimas e avaliam estruturas próximas.
Segundo relatos oficiais, o tremor também foi sentido em outras cidades litorâneas e em países vizinhos como Colômbia e Brasil. O governo local decretou estado de calamidade na capital, com moradores buscando abrigo em praças e ruas abertas. Supermercados registraram filas por suprimentos básicos.
Avaliação de impacto e situação atual
Ainda não há números oficiais de vítimas divulgados até o momento. O USGS estimou possibilidade de grandes ocorrências de fatalidades entre 10 mil e 100 mil em todas as localidades atingidas. O terremoto gerou interrupção de parte dos serviços de telefonia móvel e ligações residenciais em diversas regiões da cidade.
Mascarenhas descreveu a sensação de vertigem durante o tremor e afirmou que, ao retornar para a praça, ainda houve tremores adicionais. Ele mencionou que há grande presença policial, mas com informações escassas sobre o que fazer ou como se deslocar em meio ao caos. A situação segue em monitoramento pelas autoridades venezuelanas.
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