O primeiro-ministro da China, Li Qiang, afirmou que o mundo pode perder o controle de tecnologias de ponta, como a IA, se governos demorarem a regulamentá-las. O aviso foi feito na abertura do encontro “Davos de Verão” em Dalian, 24 de junho de 2026.
Li Qiang alertou aos participantes que a velocidade do progresso tecnológico é sem precedentes e que a governança atual precisa acompanhar esse ritmo para evitar falhas éticas e impactos graves na economia e na segurança. O discurso ocorreu durante o Encontro Anual dos Novos Campeões.
Ao longo do evento, outros palestrantes destacaram avanços da IA como motor de crescimento, mas enfatizaram a necessidade de governança responsável. Mirek Dusek, do Fórum Econômico Mundial, ressaltou oportunidades em educação e saúde, dependendo da gestão pública.
China, o “porto seguro”
Li Qiang descreveu a economia chinesa como um porto seguro em um cenário global marcado por crises energéticas e interrupções em cadeias de produção. Pequim busca mostrar estabilidade em meio a tensões com Washington e a volatilidades do comércio internacional.
A China, segunda maior economia, tem enfrentado desaceleração no consumo interno e uma crise de dívida no setor imobiliário, o que freia o crescimento apesar do impulso tecnológico. A participação em exportações segue alta, mas a demanda interna é tema de preocupação.
Pressões globais e impactos
O clima de incerteza global se soma a tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, afetando o transporte marítimo no Oriente Médio. O Banco Mundial revisou para baixo a projeção de crescimento mundial, citando riscos conectados a conflito regional e juros.
Graham Allison, professor de Harvard, afirmou que o cenário de rivalidade entre grandes potências aumenta o risco de conflito, embora tenha citado sinais de aproximação entre EUA e China como fator positivo. O debate ocorreu durante o evento em Dalian.
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