Dois recordes de calor são registrados na Europa, com impactos em diversas áreas da vida cotidiana. França, Espanha e Reino Unido enfrentam temperaturas sem precedentes, enquanto autoridades adotam medidas para reduzir consequências do calor extremo. O episódio se estende pela semana, com previsões de continuidade.
Nesta quarta-feira, 24 de junho, a Europa Ocidental vive nova onda de calor que já provocou mortes, queda de energia e fechamento de escolas e atrações. O calor permanece elevado em grande parte da região, segundo serviços meteorológicos nacionais.
No Reino Unido, a temperatura histórica para junho atingiu 36,1°C em Gosport, com 35,8°C em Wiggonholt mais cedo. Londres enfrentava alerta vermelho, com expectativa de entre 37°C e 40°C. Em Londres, atividades ligadas à Climate Week foram suspensas por falta de refrigeração adequada.
Fronteiras nacionais e impactos imediatos
A Espanha continental registrou as maiores médias diárias de junho desde 1950, com Bilbao marcando mais de 39°C. Dados da meteorologia mostraram médias diárias acima do usual, sinalizando calor extremo prolongado.
Na França, o índice nacional de calor atingiu novo recorde de 30°C, segundo Météo-France. Medidas administrativas incluíram reprogramação de exames finais e redução de horários de visitação na Torre Eiffel e no Louvre, para evitar agravamento da exposição ao calor.
A Organização Meteorológica Mundial prevê que a onda de calor deve durar cerca de duas semanas, atingindo boa parte da Europa Ocidental, Central e Meridional. O foco pode se deslocar aos Bálcãs, com aumento de risco de estresse térmico e incêndios florestais.
Perspectivas e grupos de risco
Especialistas destacam que crianças, idosos, gestantes, trabalhadores ao ar livre e pessoas com doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis. Observadores indicam que o calor repetido, mesmo com temperaturas noturnas altas, aumenta o estresse corporal ao longo de vários dias.
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