A contagem de votos do segundo turno no Peru aponta para uma vitória de Keiko Fujimori, com vantagem já consolidada segundo dados oficiais. A apuração segue até o momento, enquanto o oposicionismo questiona o processo. O clima permanece tenso entre os apoiadores de Fujimori e a coalizão de esquerda.
A aliança Juntos por el Perú, formada por forças de centro-esquerda, progressistas e nacionalistas, rejeita os números finais. Em nota, o grupo alega falta de transparência, mudanças no processo e irregularidades que podem afetar a legitimidade do pleito. Alega ainda riscos à soberania popular.
Roberto Sánchez, líder da oposição, utilizou as redes para contestar o resultado. Segundo ele, houve alterações no protocolo de envio de atas pelos consulados. Atribui esse movimento a uma resolução de 29 de maio e pede a anulação de urnas enviadas do exterior.
Contestações no exterior
Sánchez sustenta que o formato digital das atas deixava de ser obrigatório, o que segundo ele compromete a fiscalização de votos de fora do país. Reforça o pedido para que o órgão eleitoral intervenha para corrigir o que classifica como falha no sistema.
Consolidados pela apuração, os números indicam Fujimori com 50,11% dos votos válidos, contra 49,82% de Sánchez. Restam cerca de 40 mil votos ainda não contabilizados, insuficientes para alterar o resultado segundo o comitê eleitoral.
Além da presidência, a coligação de Fujimori assegura 41 cadeiras no Congresso, frente a 32 de Sánchez. O Parlamento total soma 130 representantes entre seis siglas, conforme levantamento do jornal La República.
Contexto histórico e desdobramentos
O Peru viveu crise institucional marcada por alta instabilidade governamental nos últimos anos, com nove presidentes entre 2016 e 2024. A polarização atual amplia o desafio para o próximo governo e para a governabilidade no Legislativo.
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