Meta interrompe monitoramento de atividade de funcionários para treinar IA
A Meta interrompeu temporariamente um programa que acompanhava a atividade de funcionários em seus computadores. A medida ocorre em meio a preocupações com privacidade e reação interna dos trabalhadores.
O programa, chamado Model Capability Initiative, coletava dados como teclas digitadas, cliques do mouse e conteúdo exibido na tela para treinar modelos de IA da empresa. A pausa foi anunciada pela própria Meta.
Mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição contrária à ferramenta, alegando que a coleta de dados de uso de computador levanta questões de privacidade, consentimento e confiança no ambiente de trabalho.
A empresa confirmou a paralisação e afirmou que o programa possui salvaguardas de privacidade. Não há indicação de acesso indevido aos dados por funcionários, segundo comunicado oficial.
Contexto adicional aponta que o risco de exposição de dados internos, incluindo prompts, transcrições e conversas privadas, foi citado em um aviso de segurança interno. A Meta destaca a proteção de dados como prioridade.
Separadamente, a imprensa relatou que a empresa estaria avaliando desenvolvimentos adicionais em IA com investimentos significativos em infraestrutura e centros de dados, sem relação direta com o programa de monitoramento.
Analistas contatados pelo veículo de divulgação ressaltam que mudanças nessa área podem trazer atenção regulatória e impactos reputacionais, especialmente diante de pressões legais existentes sobre redes sociais.
A Meta não forneceu mais detalhes sobre a investigação em andamento nem sobre possíveis etapas futuras do projeto. A empresa continua monitorando a situação e avaliando medidas para proteger dados dos colaboradores.
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