O Senado dos EUA aprovou, nesta terça-feira, uma resolução sobre poderes de guerra que exige que o presidente suspenda ações militares contra o Irã. A votação ocorreu em Washington, DC, após a Câmara dos Deputados já ter aprovado a medida no mês em curso. A iniciativa busca frear a escalada do conflito e recebeu apoio bipartidário.
A Câmara e o Senado apoiaram a resolução de forma estreita. O Senado votou 50 a 48, com quatro republicanos aliados aos democratas a favor, e dois republicanos que não votaram. Trata-se do primeiro respaldo conjunto de ambas as casas a instruir o presidente a retirar as Forças Armadas de hostilidades desde 1973.
A origem da mobilização remete ao ataque coordenado entre EUA e Israel contra o Irã, ocorrido em 28 de fevereiro. Apesar de o tipo de medida ter efeito limitado no curto prazo, o voto simboliza dissenso entre o Congresso e a atual administração. O governo permanece com a expectativa de buscar autorização para financiar ações bélicas com dezenas de bilhões de dólares.
Resultados de pesquisa divulgados pela Reuters/Ipsos indicam ceticismo público: apenas cerca de 25% dos americanos consideram a guerra contra o Irã justificada. O temor é de que uma eventual trégua com Teerã não tenha duração estável. O clima político acompanha a polarização, com críticas ao endividamento e à condução do conflito.
Reação e panorama
O ex-presidente Donald Trump criticou a votação em postagens públicas, chamando-a de inoportuna e sem sentido e afirmando que o resultado oferece conforto ao Irã. O posicionamento do episódio ocorre em meio a debates sobre o financiamento da operação e o impacto político para as eleições de meio de mandato, em novembro.
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