O YouTube fechou um acordo confidencial nos EUA para evitar um julgamento em um processo que acusa plataformas digitais de prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes. A ação envolve um garoto de 15 anos, identificado pelas iniciais R.K.C, e estava marcada para outubro na Califórnia, com julgamento inicialmente previsto para 27 de julho. O acordo devolve o caso específico ao caminho judicial, mas não impede que ações semelhantes sigam contra outras empresas.
A ação sustenta que o design das plataformas, incluindo recursos de rolagem infinita e notificações constantes, contribuiu para uso excessivo por menores. Os advogados apontam que técnicas de engajamento teriam piorado a saúde mental do jovem, que iniciou o uso de redes sociais aos 8 anos e buscou tratamento psiquiátrico em 2023. A batalha envolve também o objetivo de responsabilizar as empresas pelo efeito de seus recursos sobre usuários jovens.
Desdobramentos no litígio
A ação contra YouTube, Google, Meta, TikTok e Snap é parte de aproximadamente 2.500 processos movidos contra tecnologia e redes sociais. Enquanto o acordo com o YouTube afasta esse caso, outros julgamentos prosseguem, incluindo ações envolvendo o design viciante e possíveis impactos na saúde mental.
Em um caso anterior, Google e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões a uma jovem de 20 anos, com a partilha de responsabilidade entre Meta (70%) e Google (30%). TikTok e Snap teriam fechado acordos antes de veredito. A juíza Carolyn Kuhl rejeitou recentemente pedidos de novo julgamento, mantendo o curso atual do processo.
Caso o julgamento avance sem o YouTube, a indústria deverá acompanhar depoimentos de executivos de alto nível. Segundo o Courthouse News Service, Mark Zuckerberg, Adam Mosseri, Evan Spiegel e lideranças do TikTok podem ser chamados para depor.
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