O litoral norte da Venezuela foi atingido na noite de quarta-feira (24) por dois abalos sísmicos de alta magnitude, entre os maiores já registrados no país. Na manhã de hoje (25), o balanço passou a indicar 164 mortos e 971 feridos, números superiores aos estimates iniciais. O epicentro ocorreu próximo à costa, em profundidade relativamente rasa, intensificando os impactos sobre estruturas e pessoas.
De acordo com o analista Pedro Côrtes, tremores dessa magnitude são incomuns na região. A posição da Venezuela na placa do Caribe, descrita como pequena mas geologicamente complexa, explica parte da atividade. A placa é pressionada por outras formações, como a Cocos e a placas norte-americana e sul-americana, favorecendo o fenômeno.
A profundidade dos sismos contribuiu para a gravidade dos danos. O primeiro tremor ocorreu a cerca de 10 quilômetros de profundidade, o que aumenta a intensidade da onda de choque nas áreas atingidas. O fator superficialidade eleva o risco de danos significativos nas edificações.
Risco de réplicas e cenários
Especialistas apontam possibilidade de réplicas nos dias seguintes, o que pode ampliar o número de vítimas e provocar novos desabamentos em estruturas já comprometidas. O Serviço Geológico Americano é citado como referência para estimativas alarmantes, com possibilidade de milhar de mortos.
Edifícios de 10 a 15 andares registraram desabamentos discretamente antes que moradores pudessem evacuar. Tremores foram sentidos também em cidades brasileiras, como Belém e Manaus, devido à intensidade da onda de choque.
Desdobramentos e informações adicionais
A Defesa Civil brasileira informou que não há relatos de danos estruturais em cidades vizinhas a Venezuela. Mesmo com o abalo, a propagação da onda de choque chegou ao Brasil de forma atenuada, minimizando impactos.
Tremores ocorridos na quarta-feira também foram registrados em Japão e Estados Unidos, porém sem relação com o que ocorreu na Venezuela, segundo especialistas, dada a distância entre as áreas.
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