A seita católica de direita Sociedade de São Pio X (SSPX) planeja ordenar quatro novos bispos no primeiro dia de julho, provocando um confronto com o Vaticano. A medida aumenta a tensão entre Roma e setores tradicionalistas no mundo, incluindo os EUA.
O Vaticano ainda não respondeu de forma oficial. A SSPX afirma que as ordens são necessárias por razões práticas e não visam criar autoridade paralela na Igreja. O papa atual já sinalizou oposição a esse caminho.
Sob a lei canônica, ordenar bispos sem autorização papal pode resultar em excomunhão imediata. Ainda não houve confirmação de mudanças de posição por parte de nenhum dos lados.
Histórico de atritos com o Vaticano
Fundada em 1970 na Suíça para frear reformas liberais, a SSPX tem fortes bases nos EUA, França e Argentina. A ordem mantém uma operação significativa no Kansas, com cerca de 1.5 mil membros entre padres e seminaristas.
O histórico inclui excomunhão de 1988, quando os ordens foram realizadas. Em 2009, o Papa Bento XVI liftou as excomungas e permitiu maior uso da missa em latim. Bento também favoreceu certos acordos, porém sem reconhecer plenamente a jurisdição da SSPX.
Situação atual e próximos passos
O pontífice Francisco desfez a comissão de negociação criada há décadas, mantendo, porém, a validade dos sacramentos da SSPX para casamento e confissão. A Igreja sustenta que divergências teológicas são irreconciláveis pela via de acordos simples.
Especialistas apontam que, se o Vaticano excomungar a SSPX, poderá haver reações entre católicos conservadores fora da ordem. O desenlace dependerá de decisões papais e do curso das ordens que a SSPX pretende tomar.
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