O tremor duplo que atingiu a Venezuela na noite de 24 de junho deixou pelo menos 164 mortos, quase 1.000 feridos e danos significativos em Caracas e em regiões do norte. Os abalos, com magnitudes 7.2 e 7.5, foram os mais fortes no país desde 1900, provocando desalojos e trabalhos de busca entre escombros.
Várias nações anunciaram apoio humanitário. O governo dos EUA informou que adotará uma resposta abrangente, com papel logístico estratégico do Departamento de Defesa. O objetivo é acelerar o envio de ajuda para atender às necessidades imediatas.
Cuba, México e outros países latino-americanos também ofereceram solidariedade. Trabalhadores de saúde cubanos já atuam no terreno, segundo o chanceler cubano Bruno Rodríguez, com equipes mobilizadas para atender a população afetada.
Ações internacionais
A Holanda prometeu cerca de €2 milhões para enviar uma equipe de resgate com cães e equipamentos. Espanha, França e Alemanha sinalizaram envio de recursos humanos e aeronaves de transporte militar, respectivamente. Suíça também confirmou equipes de emergência e cães de resgate.
Iran anunciou disponibilidade de apoio, com o porta-voz do ministério das Relações Exteriores destacando a solidariedade ao governo e ao povo venezuelanos. A China indicou prontidão para enviar o que for necessário.
Tom Fletcher, chefe humanitário da ONU, informou que equipes especializadas já seguem para a Venezuela para auxiliar as buscas. Ele ressaltou a importância de esforço coletivo regional e internacional e da continuidade do suporte a organizações humanitárias.
Contexto humanitário
Antes dos abalos, cerca de 7,9 milhões de venezuelanos precisavam de ajuda humanitária, o que corresponde a 27,7% da população. Há carências persistentes de serviços básicos como saúde, água, educação e energia.
O plano de resposta humanitária para 2025 apresentava baixos índices de financiamento, com apenas parte dos recursos liberados. Especialistas ressaltam que o agravamento da crise pode intensificar o sofrimento da população e exigir ações rápidas e sustentadas.
A saída de equipes de resgate e o apoio internacional são considerados cruciais para ampliar a capacidade de resposta local, segundo analistas e organizações humanitárias. A cooperação entre governos, organismos e sociedade civil segue como eixo central.
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