O tremor que atingiu a Venezuela na manhã desta quinta-feira deixou dezenas de mortos e causou desabamentos em várias cidades, incluindo a capital, Caracas. Equipes de resgate trabalham sob o tempo para localizar vítimas sob os escombros.
O epicentro foi registrado a cerca de 300 km a leste de Caracas, no município de Montalbán, estado de Carabobo. O sismo teve profundidade de 13,2 km, classificado como superfícial pelo USGS.
Até o momento, o balanço oficial aponta ao menos 32 mortos e mais de 700 feridos. O governo informou que ativou toda a rede de saúde e anunciou interrupção de atividades não essenciais.
As regiões mais atingidas ficam em La Guaira, estado litorâneo ao norte, perto do aeroporto internacional de Maiquetía, que ficou fechado. Serviços de energia, água e gás sofreram interrupções; metrô e trens foram suspensos.
O governo venezuelano declarou estado de emergência, citando necessidade de mobilizar recursos para atendimento às vítimas e reconstrução. Medidas incluem liberação de fundos e ampliação de aberturas de emergência hospitalar.
Resposta internacional
O governo dos EUA se dispôs a prestar assistência humanitária à Venezuela, segundo nota oficial. O comunicado ressalta prontidão logística para apoiar ações de socorro, caso haja pedido formal.
O governo brasileiro informou que acompanha a situação e avalia ações de ajuda por meio do Ministério das Relações Exteriores e da embaixada em Caracas. Não há confirmação sobre envio imediato de ajuda.
A Defesa civil venezuelana segue coordenando equipes de resgate. Profissionais de saúde trabalham para atender feridos e evitar colapsos adicionais em edificações danificadas.
As autoridades ressaltam que muitas vias de acesso continuam afetadas e que os trabalhos de busca podem se estender por dias. Informações oficiais serão atualizadas conforme novos dados surgirem.
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