A Venezuela enfrenta o pior balanço decorrente de dois abalos sísmicos recentes: ao menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas após tremores de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem o país na quarta-feira. Os sismos ocorreram no norte venezuelano, com o segundo tremor registrando 39 segundos após o principal, a cerca de 45 km de distância do antecedente, conforme o USGS. Equipes de emergências seguem em buscas por vítimas e por desaparecidos.
A líder interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência e informou que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado devido a danos estruturais. Ventos e desabamentos complicam as operações de resgate em Caracas e em outras áreas afetadas. Tremores foram sentidos também na Colômbia e no Brasil.
Apoio internacional
A oposição internacional já sinaliza assistência. O governo brasileiro, sob a gestão de Lula, pediu avaliação do Ministério das Relações Exteriores em parceria com a embaixada em Caracas para mapear medidas de ajuda. Os EUA ofereceram apoio por meio de declarações de autoridades, com comunicação pública sobre auxílio humanitário.
A Espanha anunciou envio de uma brigada de emergência com 54 integrantes da Unidade Militar de Emergências, incluindo cães de busca e equipamentos especializados, prontas para atuar caso haja solicitação formal. A iniciativa envolve coordenação com autoridades venezuelanas para operações de resgate e busca por vítimas sob escombros.
Entre na conversa da comunidade