A Venezuela declarou estado de emergência após dois tremores consecutivos que causaram dezenas de desabamentos, ferimentos e interrupção do tráfego aéreo no país. O epicentro foi no estado de Yaracuy, a oeste de Caracas, segundo o USGS.
O abalo inicial teve magnitude 7,2, seguido menos de um minuto depois por um tremor mais intenso, de magnitude 7,5. Ao todo, autoridades indicaram ao menos 32 mortos e mais de 700 feridos, com danos graves em várias cidades costeiras.
A presidente interina Delcy Rodríguez informou a gravidade da situação em discurso à nação, destacando que as equipes de proteção civil trabalham para salvar vidas e planejar a recuperação da infraestrutura. Não houve números oficiais sobre La Guaira, região mais atingida.
No decorrer da noite, equipes de resgate, bombeiros e moradores atuavam em Caracas, especialmente no bairro Palos Grandes, onde prédios desabaram. Rios de escombros e várias estruturas estavam comprometidas pela violência dos tremores.
As autoridades fecharam o principal aeroporto internacional do país e suspendem atividades escolares. Governos estrangeiros anunciaram apoio. O governo dos EUA informou envio imediato de equipes de busca, médicos e ajuda humanitária.
No âmbito econômico, analistas alertam que o desastre agrava a crise econômica, já marcada pela inflação alta e restrições de energia. Fontes próximas ao governo disseram que instituições financeiras multilaterais ofereceram apoio financeiro.
Outras regiões venezuelanas afetadas incluíram Trujillo, Carabobo, Miranda, Aragua e Falcón. Relatos de moradores mais velhos remeteram à lembrança do terremoto de 1967, que causou perdas significativas no país.
Até o momento, não há relatos imediatos de danos relevantes às instalações petrolíferas. O centro de refino de Paraguaná e as operações em José e Puerto La Cruz permaneceram estáveis, segundo fontes da Bloomberg News.
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