O vídeo registrado nesta quarta-feira mostra um avião no solo, no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, perto de Caracas, sendo sacudido pelos tremores que atingiram a Venezuela. O fato ocorreu durante a passagem dos abalos, não durante o voo.
O aeroporto, principal porta de entrada do país, sofreu danos estruturais e está fechado até segunda ordem, sem operações de pouso ou decolagem. O teto de partes do terminal chegou a desabar em algumas imagens divulgadas.
Mortes confirmadas chegaram a 920, com 2.980 feridos, segundo balanço divulgado na sexta-feira. O número de desaparecidos, segundo a ONU, pode superar 50 mil, estimativa ainda provisória.
Na noite de quarta-feira, dois tremores ocorreram em sequência, com menos de um minuto de intervalo e a apenas 5 km entre eles. O epicentro foi em El Guayabo, a 168 km de Caracas, com magnitudes de 7,2 e 7,5.
Replicas atingiram cidades costeiras próximas à capital, especialmente La Guaira, fortemente afetada. A prefeitura ordenou ações de resgate e ajuda humanitária para locais atingidos, incluindo áreas próximas ao aeroporto.
Equipes de resgate trabalham para encontrar pessoas presas em escombros e retirar vítimas. Diversos edifícios desabaram ou ficaram severamente comprometidos nos arredores de Caracas.
Respostas internacionais já começaram a chegar: equipes de ajuda de vários países, incluindo Estados Unidos e Brasil, foram anunciadas para auxiliar nas buscas e no socorro. A cooperação segue com envio de suporte técnico e logístico.
Antes e depois: imagens compartilhadas por redes sociais mostram destruição em Catia La Mar e outras zonas próximas, com estruturas danificadas e vias comprometidas. O governo anunciou ações para ampliar a coordenação das operações de resgate.
Os tremores
Dois abalos com profunda relação de causa e efeito contribuíram para o desastre: alta intensidade e baixa profundidade, que ampliam a percepção do impacto. O registro de El Guayabo indica concentrações de energia próximas à superfície.
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