Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil deixa de investir em soft power e perde trunfo global

Sem política de soft power, Brasil perde o maior trunfo global, apesar da torcida mundial pela seleção

Gustavo Alonso
0:00
Carregando...
0:00

O Brasil perde uma oportunidade de consolidar seu soft power global ao não explorar o amplo potencial de sua cultura e do futebol como ativos diplomáticos. O tema reaparece em debates sobre como o país pode influenciar o cenário internacional sem recorrer a via coercitiva.

Observadores apontam que torcedores ao redor do mundo vestem verde e amarelo, celebrando a seleção em países diversos, do Líbano à Índia. Mesmo assim, a articulação de políticas culturais e esportivas não acompanha esse alcance. A crítica é de que o país não transforma esse interesse em impacto institucional.

Desde 2012, quando o sucesso do tema musical Ai Se Eu Te Pego ganhou repercussão mundial, surgem questionamentos sobre o apoio público a iniciativas de divulgação cultural. Em comparação, o governo sul-coreano investe de forma agressiva no K-pop e na produção audiovisual.

Contexto

Analistas destacam que o conceito de soft power envolve cultura, diplomacia e estilo de vida. No Brasil, a projeção de artistas, música e esportes não recebe o mesmo nível de planejamento estratégico de outros países. Abertura cultural, museus e políticas de fomento são apontados como deficiências.

Apesar de a seleção brasileira manter identificação global, especialistas afirmam que não há uma política coordenada para converter esse reconhecimento em cooperação internacional ou acordos culturais. A ausência de museus ou museus temáticos dedicados à música popular brasileira é citada como exemplo.

A diversidade de torcedores que aparecem em redes sociais demonstra o alcance entre jovens de diferentes origens. No entanto, a leitura comum é de que o Brasil precisa dialogar com esses públicos, mapeando interesses e formatos de cooperação. A estratégia seria ampliar parcerias internacionais.

Especialistas defendem que o país deve migrar do papel de exportador de atletas e artistas para ator ativo de políticas culturais. A ideia central é criar programas que conectem futebol, música e cinema a intercâmbios, feiras e museus no exterior.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais