A Venezuela encara os desdobramentos de um terremoto que atingiu o norte do país há dois dias. ONU, União Europeia e 23 nações, incluindo o Brasil, enviam ajuda humanitária, com alimentos, água, suprimentos e mão de obra para resgate e reconstrução. Em Washington, venezuelanos acompanham notícias e rezam por parentes no país.
Após 48 horas de buscas, o total de mortos atingiu 920. Ainda há dezenas de pessoas resgatáveis entre os escombros, mas o tempo corre a favor de encontrá-las com vida. As primeiras 72 horas são cruciais para localizar sobreviventes.
Voluntários e equipes de resgate trabalham em ritmo constante, enfrentando obstáculos como queda de infraestrutura. Um homem que ficou preso por quatro horas sob ferragens relatou ter sido resgatado pelas próprias mãos. A escassez de maquinário dificulta o acesso a áreas gravemente afetadas. Moradores pedem equipamentos pesados.
A destruição também dificulta a comunicação entre cidades e famílias. Enquanto tentam contatar parentes, venezuelanos criaram plataformas para mapear desaparecidos e casos de sobrevivência, reunindo dados de hospitais e contatos.
Ajuda internacional e resposta
A cooperação internacional envolve envio de recursos e profissionais para apoiar busca, resgate e reconstrução. Caminhões, itens de sobrevivência e equipes técnicas chegam a pontos críticos, especialmente nas cidades mais atingidas, como La Guaira.
Historias e buscas locais
Parentes continuam a buscar familiares por conta própria em meio aos escombros. Uma mulher de Caracas viajou para o litoral na esperança de localizar o pai, enquanto outra pessoa relata ter ficado 15 horas sem notícias do pai e do avô.
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