A Crimeia, região anexada pela Rússia em 2014, declarou nesta sexta-feira, 26, situação de emergência diante de ataques ucranianos. O decreto foi assinado pelo governador Serguei Aksionov, que já havia anunciado cortes de energia na península. A medida busca manter o funcionamento estável de todos os setores.
Aksionov afirmou que a decisão abrange a República da Crimeia e a cidade de Sebastopol. A declaração de emergência, segundo ele, facilita ações para enfrentar a escassez de combustível e fortalecer a defesa regional diante dos bombardeios.
Escassez de combustível
Em comunicado, o governador reconheceu dificuldades no abastecimento e não revelou o tempo de resolução nem o plano de ação específico. Também admitiu falhas na proteção antiaérea, afirmando que nenhum sistema é infalível.
Kiev sustenta que os ataques aéreos são retaliação aos bombardeios contínuos da Rússia contra civis e infraestrutura. A Ucrânia também busca cortar as linhas de abastecimento da península, que foi integrada à Rússia em 2014.
Em 25 de outubro, ataques ucranianos deixaram dois mortos e dois feridos na Crimeia, além de provocar incêndio em depósito de combustível. A ofensiva ucraniana visa atingir refinarias, oleodutos e reservas de petróleo para reduzir receitas russas.
A Rússia controla a Crimeia desde 2014, mas a anexação não é reconhecida pela maioria dos países. A Ucrânia continua a reivindicar a península como parte do seu território.
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