O governo dos Estados Unidos proibiu a venda de novos modelos da Polestar a partir do ano-modelo 2027. A decisão foi anunciada pelo Bureau of Industry and Security (BIS), órgão do Departamento de Comércio, como parte de uma ampliação de restrições a empresas ligadas à China. A medida impede lançamentos futuros, incluindo o Polestar 7, mas não afeta o estoque existente nem o suporte aos clientes.
Segundo a decisão, a Polestar permanece com as operações de venda de veículos já em circulação, porém não pode comercializar novos modelos conectados no território americano. A move refletiria uma análise mais granular de cada fabricante sob a bandeira Geely, e não apenas da origem do controlador.
A Polestar teve participação modesta no mercado norte-americano, respondendo por cerca de 6% das suas vendas globais em 2025, com aproximadamente 3,6 mil unidades nos EUA. Em 2025, a empresa registrou 60.119 veículos vendidos globalmente, leve crescimento em relação a 2024.
O portfólio da Polestar nos EUA incluía três modelos: Polestar 2, Polestar 3 e Polestar 4. Produzido em Charleston, Carolina do Sul, o Polestar 3 faz parte da linha de SUVs de luxo. O Polestar 2 já teve unidades esgotadas no ano de referência e o Polestar 4 é fabricado na Coreia do Sul para o mercado americano.
Volvo Cars, também controlada pela Geely, recebeu autorização para continuar importando e vendendo veículos conectados nos EUA. Em 2025, a Volvo atingiu 121,6 mil em vendas nos EUA, mantendo o país como segundo maior mercado global, atrás da China. Globalmente, a marca somou 710 mil veículos vendidos no ano.
A decisão tem como base a política de segurança nacional que rege a Connected Vehicle Rule. A norma restringe veículos que utilizem software ou componentes com origem na China ou na Rússia. A regra abrange sistemas de conectividade, telemetria e tecnologia de condução autônoma.
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